“Assinatura do acordo Mercosul-UE nunca esteve tão próxima”, diz embaixador Marcos Galvão

Brasília – “A assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia nunca esteve tão próxima. Pode ser questão de semanas, se todos os atores envolvidos reconhecerem, de verdade, o alcance e o significado do que está em jogo”. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (25), em Colônia (Alemanha), pelo embaixador Marcos Galvão, Secretário-Geral de Relações Exteriores do Itamaraty, na abertura do 36º. Encontro Econômico Brasil Alemanha (EEBA), na cidade alemã de Colônia.

Segundo o embaixador, “o Mercosul, o Brasil e os nossos sócios temos demonstrado na prática a nossa vontade de alcançar a conclusão do acordo, e temos demonstrado também compreensão política em relação à sensibilidade do lado europeu”.

O embaixador Marcos Galvão destacou que a União Europeia é uma grande obra político-diplomática, fonte de inspiração para a criação do Mercosul e para a volta da democracia na Argentina, no Brasil, no Paraguai e no Uruguai.

“Como na Europa, o Mercosul foi e é uma construção político-diplomática notável, que teve de enfrentar obstáculos de desconfiança e ceticismo, mas da qual temos justificados motivos de orgulho. O Mercosul, ao longo de muitos anos, voltou o seu ímpeto de integração pelos seus próprios membros e para a América do Sul”, ressaltou.

A assinatura do acordo Mercosul-União Europeia foi defendida também pelo presidente da Federação das Indústrias Alemãs (BDI, na sigla em alemão),  Dieter Kempf, que pediu ao governo federal alemão e à Comissão Europeia uma decisão sobre novos acordos comerciais, como o Mercosul. “A conclusão de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul seria um forte sinal em um mundo cada vez mais protecionista”, disse.

Para ele, o acordo vai além de Brasil e Alemanha apenas. “Trata-se da ordem global de comércio, que é crescentemente agitada pela lei do mais forte. A força do direito internacional está caindo, cada vez mais, no esquecimento, e isso para uma nação industrial como a Alemanha torna-se cada vez mais perigoso”, completou.

Fonte: Comex do Brasil