FEDERASUL reafirma posição contrária ao fechamento da economia para evitar a propagação da COVID-19

Na reunião de integração, líderes empresariais defenderam medidas como a maior controle do Estado para inibir aglomerações porque a contaminação não se dá nos locais de trabalho cujos protocolos sanitários são rígidos

 

                O aumento do contágio pela COVID-19 e sua repercussão no sistema de saúde foi uma das pautas mais discutidas, nesta manhã (24) na segunda reunião de Integração da FEDERASUL DE 2021. Mais de 60 líderes empresariais participaram dos debates que teve uma pauta diversificada que incluiu também  infraestrutura, saneamento e inovação.

 Mas foi no espaço reservado para o relato dos dirigentes regionais e presidentes de Associações Comerciais e Industriais onde as preocupações com a economia foram colocadas. Todos foram contra o fechamento da classe produtiva como medida de contenção do vírus sugerindo que o poder de polícia do Estado deve ser mais eficiente para evitar aglomerações. “Já está comprovado que o contágio não se dá nos locais de trabalho”, disse o presidente da FEDERASUL, Anderson Trautman Cardoso, que lembrou os rígidos protocolos sanitários que são utilizados.

         Depois das boas-vindas tanto do presidente como dos vice-presidentes de integração, Rodrigo Sousa Costa e Rafael Goelzer, a pauta seguiu com a coordenadora da Divisão Jurídica, Letícia Batistela que convidou as entidades para participar do Meeting Jurídico que acontece nesta quinta (25), às 9h, pelas plataformas facebook, instagram e youtube abordando um dos temas da entidade: Reforma Tributária. Os especialistas Roque Antônio Corrazza e Alberto Macedo, vão falar sobre as Alternativas às PECS 45/2019 e 110/2019.

         A reunião iniciou com o cenário econômico que enfocou os problemas que o País enfrenta como as altas taxas de juros e o endividamento público além da questão política devem influenciar a previsão de otimismo moderado da FEDERASUL, para 2021. “No campo político o cenário é negativo até mesmo para as reformas, que tanto precisamos”, disse o presidente.

INOVAÇÃO

         O tema inovação foi apresentado por Luciano Costa, da MeekaLabs que falou sobre a importância da tecnologia, especificamente da inteligência artificial, nos projetos das empresas. Como desenvolvedor de software, o CTO da MeekaLabs apresentou o que chamou de Guia Prático de Inovação que relata as vantagens de usar a inteligência artificial em várias plataformas junto ao consumidor.

         Sempre com o foco nos valores, inovação também    pode agregar o passado incorporando a história da empresa. “Neste caso não é o futuro que puxa, é o passado que empurra e podemos inovar conservando o passado e, nele buscar o que é viável”, disse.

INFRAESTRUTURA

         O vice-presidente Antonio Carlos Bacchieri Duarte, coordenador da Divisão de Infraestrutura explicou que as três demandas destacadas para 2021 de cada uma das oito regionais, poderão mudar a partir da Jornada das reuniões da Integração da Integração. O primeiro encontro aconteceu na segunda (22) com as regiões Metropolitana, Vale do Sinos e Caí e a próxima está marcada para o dia 01 de março com a participação da região do Litoral, sempre às 18h.

         A cada sete dias a FEDERASUL vai promover uma Jornada, passando pelas oito regiões: a terceira acontece dia 08/03 na regional fronteira noroeste, noroeste colonial e missões. Dia 15 de março, na centro sul, sul e campanha. Dia 22 de março, Vale do Taquari, Vale do Rio Pardo, Jacuí e Centro. Dia 29/3 na fronteira oeste e central e dia 5 de abril na serra, hortênsia e nordeste.

SANEAMENTO

         Os projetos da área de saneamento estão no radar da FEDERASUL que vai promover, junto com a FAMURS, um seminário sobre o assunto, marcado, inicialmente para 18 de março. O tema será uma das bandeiras da entidade em 2021, disse o presidente que convidou o especialista Angelo Mendes, diretor da AEGEA (empresa que ganhou a privatização da Corsan em alguns municípios da região metropolitana por 35 anos) para explicar.

         Mendes mostrou os principais projetos de saneamento no RS e explicou que o setor de água e esgoto é controlado, em 67%, pelas concessionárias públicas no País. 9% pelas concessionárias privadas e 24% entre públicas municipais e micorregionais. Falou também sobre o déficit de saneamento no Brasil onde 83,7% da população tem acesso à rede de água tratada e 54% tem acesso à rede de esgoto (volume de esgoto tratado no Brasil é de 49,1% e 39% da água produzida é perdida nos sistemas de distribuição por vazamentos, furtos, leitura entre outros.

         No RS, 83,7% dos gaúchos tem acesso à rede de água tratada e 32,2% à rede de esgoto. 25,8% do volume de esgoto no RS é tratado e a perda de água chega a 41,9%.

 

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PUBLICADO EM: 24 de fevereiro de 2021