Chegou a hora de mudar a bandeira preta para a vermelha

Acompanhada por centenas de pessoas em todo Estado, a live da FEDERASUL e da FECOMÉRCIO, realizada neste domingo, provou que é momento de  reabrir as escolas

                É preciso rever os critérios da bandeira preta e flexibilizar para a bandeira vermelha para que escolas possam reiniciar as aulas e os cursos profissionalizantes retomarem seus trabalhos na qualificação profissional. Este foi o tom da live promovida na noite de domingo (18) pela FEDERASUL e FECOMÉRCIO que prometeram trabalhar para isso. “Vamos, em conjunto, fazer um ofício com este pleito para o governo do Estado”, disse o presidente da entidade, Anderson Trautman Cardoso.

 Ambas entidades mostraram com números oficiais que o fechamento da economia, como está acontecendo no Estado, não trouxe melhorias para o Rio Grande do Sul que é o Estado que mais perdeu emprego, que mais reduziu o seu crescimento (PIB) e que mais aumentou o número de mortos.

         Com a presença da deputada Any Ortiz que denunciou o crescimento das creches clandestinas, sem protocolo de distanciamento pela proibição formal de abertura das creches e do prefeito Sebatião Melo, o debate “Retomada da bandeira vermelha no Estado”, contou ainda com a participação de Lucas Schifino, assessor parlamentar da FECOMÉRCIO e do vice-presidente da Micro e Pequena Empresa da FEDERASUL, Rafael Goelzer.

         Coordenada pelo presidente da FEDERASUL, a live mostrou que “passou a hora de mudar os protocolos da bandeira preta para a vermelha” pela simples razão de que não há relação entre destruir a economia e preservar vidas. “Os setores da educação, do turismo e dos cursos profissionalizantes estão em lockdown no Estado”, disse o vice-presidente da FEDERASUL, “O que precisamos é combater as festas e as aglomerações clandestinas”, relembrou.

         O objetivo do debate é modificar e aperfeiçoar o sistema atual, disse o presidente Anderson Trautman Cardoso. “Não podemos mais conviver com o fechamento de alguns setores que estão ameaçados de quebrar”, disse. Já, o prefeito Melo argumentou que aderiu a cogestão porque é um bom caminho para dividir responsabilidades. Ele disse que sua retomada ainda é “precária” e que é preciso fazer com equilíbrio porque abrir a economia, com protocolos rígidos, também é salvar vidas.

         Com a vacina andando, o prefeito que recebeu a vacina neste domingo, disse que a questão das escolas e dos cursos livres têm sido debatida nas reuniões com os outros prefeitos da região metropolitana. Lembrou que a judicialização é  um grande problema neste País porque “interferem nas decisões dos prefeitos”. Contou que a Prefeitura fez contratações emergenciais para as escolas e que as 207 creches para as crianças em situação de risco estão ameaçadas de fechar. “Elas adotam os protocolos sanitários e estão proibidas de funcionar enquanto as creches clandestinas continuam abertas sem qualquer protocolo”, denunciou.

         Disse ainda que está “esperançoso” com esta semana que classificou como “decisiva” para novas medidas em Porto Alegre. “Os números de internações e de ocupação de UTIs vem caindo”, lembrou e anunciou que os cursos livres vão receber incentivos do município.  

       

 

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PUBLICADO EM: 18 de abril de 2021