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Saúde pública e o terceiro setor em debate no Tá na Mesa
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secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann
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O Tá na Mesa dessa quarta-feira, dia 7 de julho, sobre “Políticas de saúde pública e o terceiro setor”, teve como palestrantes a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, o diretor-presidente do Instituto da Criança com Diabetes, Balduino Tschiedel, e a presidente do Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (IMAMA), Maira Caleffi. Ambos foram unânimes em reconhecer a importância da criação de parcerias entre os setores público e privado para a melhora na qualidade do atendimento e tratamento na área da saúde.
“Sem eximir o Governo de suas responsabilidades, reconhecemos a parceria com a sociedade civil para a construção de uma sociedade melhor, com mais saúde para todos”, disse a secretária Arita Bergmann. “No Brasil, a forma de relação mais antiga, tradicional e, possivelmente, ainda a mais institucionalizada, entre Estado e terceiro setor, é a filantropia, e, na saúde, entidades filantrópicas detêm historicamente um papel relevante na assistência hospitalar”, afirmou.
No Rio Grande do Sul, existem contratos com mais de 250 Hospitais Filantrópicos. Além disso, o Governo irá repassar R$ 70 milhões no decorrer de 2010, como incentivo à criação de leitos clínicos para a área de dependência química e de Saúde Mental, além de construir casas de gestantes, para os casos de gravidez de alto risco, e contribuição para hospitais parceiros no atendimento à Urgência e Emergência.
Instituto da Criança com Diabetes
O diretor-presidente do Instituto da Criança com Diabetes, Balduino Tschiedel, falou sobre o crescimento da “epidemia de diabetes” no Brasil e no planeta. “A doença é um problema de saúde pública e deveria ser uma prioridade na área, uma vez que a diabetes Melittus tipo 2 poderia ser prevenida”, justificou. “Até 2025, serão 380 milhões de pessoas com a doença diabetes Melittus tipo 2 no mundo”, salientou. “Além disso, de acordo com estimativas, só em 2002, a diabetes gerou US$ 132 bilhões em custos diretos e indiretos, como absenteísmo”, acresentou.
Balduino Tschiedel argumentou que o aumento da prevalência de obesidade e o acréscimo da expectativa de vida, são as principais causas que geram a diabetes que, por consequência, pode desencadear doenças cardíacas, renais e cegueira. No Rio Grande do Sul, cerca de 8 mil crianças e adolescentes têm a diabetes do tipo 1 (que não tem prevenção) e 356 mil pessoas possuem a do tipo 2. O Instituto da Criança com Diabetes foi inaugurado em janeiro de 2004 para atender às crianças e adolescentes com a doença, mas não conseguiam um atendimento especializado e acabavam adquirindo doenças crônicas, como insuficiência renal e cegueira. Hoje, são atendidas cerca de duas mil pessoas/ano.
IMAMA
A presidente do Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (IMAMA), Maira Caleffi, fez um balanço da conjuntura atual e enfatizou “o quanto o sistema público funciona precariamente, apesar dos esforços recentes, sendo que 80% das pessoas dependem única e exclusivamente do SUS na Região Sul e Centro-Oeste”. No mundo, 1,5 milhão de mulheres são acometidas pelo câncer de mama por ano, no Brasil são 50 mil mulheres e no estado gaúcho, 5 mil. “O problema hoje não é ter o câncer de mama, mas morrer por causa disso”, alertou, falando da importância da detecção precoce.
“Por isso são tão relevantes essas parcerias público/privadas”, argumentou, usando como exemplo um case de sucesso entre o Hospital Moinhos de Vento e a Prefeitura de Porto Alegre e o IMAMA, chamado Projeto Núcleo Mama Porto Alegre. O objetivo é o de realizar o diagnóstico precoce do câncer de mama, e o projeto já tem quase 10 mil mulheres cadastradas. Hoje, 4.320 mulheres entre 40 e 69 anos estão participando do rastreamento. Maira encerrou convidando a todos para a 7ª Caminhada das Vitoriosas, no domingo, dia 18 de julho, que sairá às 10h, do Parcão.
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