Federasul diz que crise eleva o risco-Brasil e pede respeito à Constituição

Quem não pode ser punido com a incerteza e paralisação das reformas é o País

 

                A presidente da Federasul, Simone Leite, enviou às filiadas uma nota mostrando preocupação em relação aos acontecimentos políticos que vive o País. Fez uma análise das possibilidades da saída do presidente Temer lembrando que os efeitos desta situação, sobre a economia, são relevantes. Disse que o presidente Temer vinha desenhando perspectivas positivas à aprovação das reformas fundamentais para o reequilíbrio macroeconômico do País prevendo que a crise provoca incertezas trazendo de volta o temor de que a situação fiscal siga uma trajetória insustentável.

         Lembrou que se eleva o risco-Brasil já vivido nesta manhã, com as oscilações da economia com fortes desvalorizações. Lembra que a inflação vai ser atingida no sentido de empurrá-la para cima e acredita que serão diretas as consequências para a política monetária, com desvio na trajetória da taxa de juros (Selic) que era de queda. “Não é descartável que ocorra nova recessão este ano”, diz a presidente, e que “2018 aconteça uma expansão bem menos robusta da economia do que era antecipado”.

         Simone Leite espera que as denúncias sejam investigadas e que todos os culpados sejam punidos, dentro dos preceitos da Constituição. Para ela, “quem não pode ser punido com a incerteza e com a paralisação das reformas é o País”. Enfatiza também que “é preciso que o Congresso continue a votar as reformas e que as decisões da Justiça reestabeleçam a tranquilidade institucional, para que o Brasil supere essa grave crise, resolva seus problemas e volte a crescer”. A nota conclui dizendo que é preciso respeitar a Constituição e manter a normalidade democrática. “O Brasil é maior do que a crise” finaliza.